segunda-feira, 5 de julho de 2010

FESTA DE ANIVERSÁRIO



Tags: aniversário comédia

Era uma festa movimentada, Toninho fazia cinco aninhos! Cinco!

Era uma meta para ele. Achava que os cinco anos era como se tornasse adulto.

Demorou à chegar, mas finalmente hoje era o dia tão esperado!

Os convidados começaram à chegar e Toninho observava um a um, entrando na casa. O tema da festa, ele mesmo escolheu: Batman.

O Homem Aranha, estava muito na moda, mas ele preferiu seu herói. A mãe preparou tudo com muito capricho, não poderia faltar nada:

O bolo decorado com o Batman, os salgadinhos, os docinhos, o painel, e por aí vai...

As crianças corriam frenéticas de um lado para outro.

Uma velhinha que passava, levou um tropeção de um garotinho mais afoito que teimava em correr, à sua frente. O esbarrão não foi nada! O pior ainda veio depois:

A dentadura da velhinha, caiu no copo de um senhor, que acabava de chegar, pegando logo uma cervejinha para se refrescar.

Quando ele viu aquele objeto em seu copo, gritou apavorado:

_ Que é isso, gente? Agora a cerveja vem com um sorriso?

Todos riram, e a velha nervosa, queria a sua dentadura de volta!

Chegou mais perto do senhor e disse:

_ Esse sorriso é meu, queira por favor me devolver?

O homem entregou nas mãos da velhinha e constatou:

_ Senhora, veja se tem mais cuidado, um sorriso não pode andar por aí de copo em copo...

Risada geral!

Toninho atento, também riu muito, não da situação, mas da dentadura que teimava em sorrir! Tudo voltou à normalidade e a música começou.

As crianças brincavam de " Dança das Cadeiras ". Os adultos conversavam num tom alto, por conta do barulho da música...

E naquele burburinho, os salgados foram servidos e o cachorro- quente também.

Uma menina chorava, berrando pela mãe que não estava perto, um menino havia despejado um copo de refrigerante em seu cabelo!

Outro menino retirava docinhos da mesa, escondido; Brigadeiro e beijinho, ele não resistia... Sua mãe viu e disse ao seu ouvido:

_ Se não sair daqui agorinha, vai levar um cascudão!

O menino retrucou:

_ Que tem demais? Ninguém está vendo mesmo!

E o menino levou o cascudão!

Já estava na hora de cortar o bolo, a mãe de Toninho D. Samira, chamou todos para se reunirem em volta da mesa.

Quando mandou apagar as luzes, cadê a velinha? Sumiu! Gritou D. Samira:

_ Sumiu, minha gente! A velinha não está mais aqui!

E foi um tal de procura pra lá, procura pra cá...

Finalmente a vela foi encontrada nas mãos de uma garotinha de seus dois aninhos, que teimava de achar que aquilo era para comer, e levava à boca!

A velinha babada foi limpa e pronta para ser usada no bolo. E ainda teve quem dissesse:

_ Ah,esse bolo eu não como.

Depois de tanto alvoroço, vai que esteja com um bicho dentro!

O " Parabéns " foi cantado e Toninho pediu à mãe para cortar o bolo.

D. Samira pegou a mão do menino e direcionou para o bolo, quando Toninho disse:

_ Peraí, mãe! Tenho que fazer três pedidos.

E ele pensou, pensou e disse:

_ Ah, agora pode!

E cortou o primeiro pedaço do bolo.

Fez até um discurso:

_ Senhoras e senhores convidados, agora já sou um homem de cinco anos, e vou dar esse pedaço de bolo, para quem eu acho que merece...

A mãe esperava que fosse para ela, afinal trabalhou tanto para fazer esse aniversário!

O menino desceu do banquinho em que estava, e disse, voltando-se para o cachorro:

_Toma Luke, você não pede nada para ninguém, então vou te dar esse bolo, por ser tão educado! D. Samira, muito sem graça, foi distribuindo o bolo restante, na bandeja.

Meia dúzia de " gatos pingados ", ainda ficaram bebericando cerveja, mas a maioria das pessoas já tinha ido embora.

A mãe de Toninho começava à recolher tudo das mesas, os copos pelo chão, pratos descartáveis e outras coisas mais, quando Toninho disse à senhora da dentadura:

_ E agora seu sorriso tá parado na boca?

A velhinha disse baixinho:

_ Na minha idade, se não ficar, a boca murcha e despenca!

Toninho sorriu sem entender bem e correu para a mãe.

Perguntou então:

_ Mãe, a senhora também vai ficar com a boca murcha e despencada, quando ficar igualzinha a " Maracujá de gaveta" ?


FÁTIMA ABREU

O CENTAURO E A CORÇA ( CONTO MITOLÓGICO )



TAGS: amor mitologia

Na Grécia antiga, de seres mitológicos incontáveis, vivia uma corça encantada. Antes havia sido humana, mas Zeus, pai dos deuses do Olimpo, castigou-a por ter se apaixonado pelo belo deus Apolo.

Apolo então com pena da moça, deu um lugar nos campos, onde poderia ficar a salvo dos caçadores. Passaram-se cinco anos desde então.

Um dia, um grupo de centauros chegou até aqueles campos. Estavam procurando lugar para armar um acampamento.

A corça ficou com medo, mas decidiu ficar escondida para saber o que acontecia. Era uma época de conflito entre centauros e humanos.

Acenderam uma fogueira, depois de se estabelecerem no local. O chefe dos centauros chamava-se Tales. Era forte e cativante! Foi esse o pensamento, que passou pela cabeça da corça...

Ela então resolveu voltar para junto de suas companheiras, as outras corças que viviam por ali, antes que fosse descoberta!

No dia seguinte, o líder dos centauros foi explorar o novo território. Chegou ao lugar onde as corças dormiam, e já armava seu arco, quando escutou uma voz:

_ Por favor, não nos faça mal!

O centauro ficou boquiaberto! Como uma corça poderia lhe falar?

Ele então disse:

_ Quem é você, e como pode ser isso,como está falando?

_ Sou uma corça agora, mas antes fui humana. Estou assim por um encantamento de Zeus.

_ E as outras, também são corças encantadas como você?

_ Não, apenas eu. Cuido delas.

_ Fique tranquila. Não vou fazer nenhum mal à vocês. Volto amanhã para coversarmos mais um pouco, você deve se sentir bem só, pois não fala com ninguém aqui!

_ Está bem, obrigada! E assim surgiu uma grande amizade entre eles.

A corça desenvolveu um sentimento que nunca havia sentido antes. Tentava não pensar nisso, porque era impossível de realizar tal sentimento, presa naquele corpo: amava Tales de todo coração!

Certo dia, Tales demorou. A corça ficou aflita e foi procurá-lo. Descobriu que ele havia sido ferido gravemente, em combate com os humanos. A corça então, entrou de fininho dentro da tenda onde estava o centauro. Pegou uma faca que estava sobre a mesa, e cortou sua patinha, deixando sair um filete de sangue, que passou sobre o ferimento.

Rapidamente a ferida fechou-se!

É que seu sangue encantado, curava qualquer ferimento! Tales abriu os olhos e viu a fiel amiga ao seu lado. Disse-lhe que um dia iria recompensá-la por ter salvo sua vida.

A corça disse que não precisava e se foi, com medo de que fosse descoberta pelos outros centauros. Tales sentiu uma coisa estranha, algo novo...

Não conseguia parar de pensar na corça! Descobriu-se apaixonado!

Na manhã seguinte, foi procurar a corça. Precisava lhe dizer o que se passava em seu coração... Ele disse para ela que sua alma se enchia de alegria, ao vê-la!

E que estava muito apaixonado por ela.

A corça ficou em estado de choque!

Afinal, ele também estava amando, assim como ela...

Ele decidiu que iria fazer algo para que a corça voltasse à ser humana, mesmo que para isso, tivesse que ir ao Olimpo.

Voltou então ao acampamento para realizar um tratado de paz com os humanos, delimitando o território. Assim, sua única preocupação seria desencantar a sua amada!

Nesses dias, a corça adoeceu. O centauro foi procurá-la e a encontrou muito mal.

Ele pediu à Afrodite, que ajudasse a curá-la e que conseguissem realizar o amor que tanto sentiam um pelo outro. Como a deusa do amor, poderia negar?

Aqueles corações estavam apaixonados! Sendo assim, disse que os ajudaria, mas que seu pai, Zeus, não poderia saber disso.

Foi quando um grande trovão abalou os céus. Era Zeus que chegava. E disse em tom austero:

_ Como queriam fazer segredo de tamanha coisa?

Afrodite então disse ao pai:

_ Pai, eu não poderia deixar de ajudar a esses dois enamorados...

_Eu já castiguei essa jovem por muito tempo. Já que não está mais amando meu filho, Apolo, vou libertá-la do feitiço!

E assim, com um sopro forte, a corça transformou-se em uma linda jovem loira! A moça agradecida, chorava! Um choro de alívio e de esperança para o futuro...

Um futuro, em que Tales também participaria, afinal, era para isso que desejava ser humana novamente: para viver seu grande amor!

E assim, o casal uniu-se para sempre...

A desigualdade não tem lugar, quando o amor fala mais alto!


FÁTIMA ABREU

O DUENDE, A FADA E A SEREIA


Um dia, os elementares da natureza, fizeram uma reunião:

Decidiriam em assembleia, quem era o mais importante no Reino Encantado, para o gosto das crianças e o equilíbrio do mundo.

Cada elementar da Natureza tem seu papel importante, seja ele da terra, mar ou ar.Mas todos se julgavam os melhores.

Para esse impasse, então foi realizada a tal reunião.

Começando a assembleia, o Duende Chefe (que era o mais velho), bateu o martelinho e declarou aberta a sessão.

Vieram seres encantados de todos os tipo para essa votação:

Gnomos, elfos, ondinas, ninfas, e outros...

Havia muito rebuliço de vozes e o Duende Chefe, pediu silêncio. Disse então, que o representante das fadas, o elfo Vladimir iria falar.

O elfo discursou sobre a importância das fadas, fosse para as crianças, fosse para o equilíbrio da natureza, desfiando uma série de factos para demonstrar o que dizia.Uma grande tela, como de cinema, pairava no ar e ele apontava e explicava...

Acabada a apresentação, foi a vez dos duendes.

O duende Olavo foi chamado para as suas considerações.

Ele falou, falou, e depois de alguns minutos, foi vaiado. Começou um tumulto, e o Duende Chefe bateu o martelinho mais uma vez.

Agora era a vez da ondina Susana. Falaria em favor das suas superiores, as sereias.

Mostrou que o canto das sereias embalava o sono dos marinheiros cansados, que sua beleza era um bálsamo para os olhos..

Expostas as considerações, o júri reuniu-se. Depois de muita conversa, acharam melhor decidir a questão por desafios.

O primeiro desafio seria: Entrar em um caldeirão no meio da floresta que estaria cheio de óleo bem quente. Quem ficasse mais tempo, seria o vencedor.

Os juízes foram escolhidos: um centauro, um ogro e um mago ancião muito respeitado pelo seu alto padrão de justiça.

O primeiro a entrar no caldeirão foi o duende, seguido da fada e por último a sereia.

O duende gritou de dor, a fada chorou, e a sereia fritou o seu rabo de peixe!

Não houve vencedor. Todos saíram do caldeirão. Tal prova era dolorosa demais!

Os juízes deram empate. Determinaram assim a segunda tarefa:

Quem trouxesse a bela flor que crescia em uma pedra, sem danificá-la, seria o vencedor.

Só que essa flor era devidamente protegida pelo gigante Tomásio.

Passar por ele, seria sim o desafio! Partiram um duende, uma fada e outra sereia carregada em um tonel cheio de água, para o monte onde a flor se encontrava.

O duende tentou distrair o gigante fazendo cócegas no dedão do pé. A fada voou até aos olhos do gigante, e com uma flor cheia de espinhos furou os seus olhos. A sereia pulou para fora do tonel e pegou a flor antes que o gigante percebesse, pois ele estava agoniado coçando os olhos. Usando de esperteza a sereia ganhou o desafio.

Mas, os juízes decidiram que foi empate novamente, já que todos trabalharam em grupo.O terceiro desafio foi imposto:

Se algum deles conseguissem fazer uma criança triste e pobre, sorrir novamente e ser feliz, venceria a prova.

Ali estava uma peleja que todos os competidores dentro de si, achavam que ganhariam! Seguiram em frente à procura de alguma criança que precisasse de ajuda nas condições impostas pelos jurados.

O duende achou um menino, que chorava por se ter perdido dos seus pais.

O duende aproximou-se e disse:

_ O que houve menino? Chora por quê?

O menino contou a sua história, e o duende propôs contar algumas piadas do seu repertório, para que ele se alegrasse.

O menino disse que não adiantaria, só ficaria feliz de novo, quando encontrasse os seus pais.

E o duende decidiu então, que ajudaria a procurar pelos pais do menino. Foi aí que teve a ideia de pedir à sereia Ornela, que cantasse bem alto para que os pais do menino, que deveriam estar procurando por ele o pudessem ouvir. É sabido que o canto das sereias atrai as pessoas para onde elas estejam.

A fada Coralina também ajudaria sobrevoando a floresta para ver se avistava os pais do menino, guiando-os assim, até ele.

Tudo acertado, finalmente os pais do menino, o acharam, com a ajuda dos elementares.

Como eram muito pobres, cada um resolveu dar um presente, para ajudá-los:

O duende deu um pote de ouro. A fadinha Coralina, deu uma casinha nova.

A sereia Ornela, tirou de seus belíssimos cabelos, um diadema cravejado de pedras preciosas.

A família ficou muito feliz com esses presentes.

Resolveram deixar também algo, como prova de gratidão:

A única ave que possuíam, presa em uma gaiola: Um belo canário.

Os elementares da natureza, como não poderiam aceitar uma ave presa, deram a liberdade ao canário abrindo a gaiola!

Os juízes, que tudo viram escondidos, resolveram dar o empate mais uma vez.

Todos voltaram para a reunião no Reino Encantado.

Quando chegaram, foram recebidos com muitas palmas.

O Duende Chefe que presidia a assembleia, bateu o martelinho e declarou:

Senhoras e senhores, seres da Natureza, declaro por unanimidade que todos os competidores envolvidos são de igual importância.

Sendo assim, não há vencedores. Todos nós fazemos parte de um ciclo vital e harmonioso. Sem a colaboração de cada um de nós, não haveria equilíbrio!

Somos elementares e continuaremos com nosso propósito:

O bem de toda criatura na face da Terra! Portanto, declaro encerrada esta assembleia!

E assim, no Reino Encantado, não mais se falou sobre competições, e sim na cumplicidade entre eles para o bem do Planeta Terra.

FIM


FÁTIMA ABREU

FOLCLORE E ECOLOGIA



Tags: ecologia FOLCLORE CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

FOLCLORE E ECOLOGIA ( CONTO INFANTIL DIDÁTICO )


Curupira, aquele menino de cabelos de fogo e pés ao contrário, deu um susto enorme em seus amigos da mata: o Saci Pererê e a Iara dos rios...

Teve a idéia de colocar anúncios para incentivar o turismo ecológico em sua mata, com a finalidade de assustar os turistas que ali aparecessem...

O saci deu um pulo com sua única perna e gritou sonoramente:

_ Ficou louco? Você sabe o que isso vai dar? Bagunça na nossa mata! é só isso que os seres humanos fazem: acabam com tudo, desmatam, queimam, poluem...

E o Curupira querendo argumentar disse:

_ Não, a gente não deixa! Vamos aproveitar e dar umas boas risadas dos sustos que eles vão levar com a gente!

A Iara, que até então permaneceu calada, resolveu entrar na conversa e deu o seu parecer:_ Não quero ninguém sujando o meu rio, a minha cachoeira, não!

O Curupira acalmou a rainha do rio e argumentou:

_ A gente coloca umas placas dizendo:

"PROIBIDO JOGAR LIXO, NO RIO "...

_ Ah, mas será que alguém vai respeitar isso?

_ Vão sim, deixa comigo! Ainda vamos nos divertir!

O Saci meio que instigado com a possibilidade de se divertir às custas dos sustos que daria nos turistas aceitou a proposta do amigo.

Mas a Iara não estava satisfeita, sentia cheiro de encrenca no ar...

Assim sendo, os turistas começaram à surgir aos poucos e depois em maior quantidade.

Meses se passando e a mata já não era mais a mesma: a cachoeira muito visitada, já estava cheia de copos plásticos, garrafas pet, papéis jogados por toda parte...

Iara estava ficando triste e preocupada, argumentou com seus amigos sobre a desordem na mata, e eles só queriam saber do próprio divertimento...

Certo dia, um grupo de turistas exploradores da região se perdeu devido ao forte temporal que surgiu em grandes proporções.

Ficaram recolhidos em uma gruta pequena esperando que a tempestade passasse.

A gruta era beirando o rio, e puderam perceber quando o volume de água subia assustadoramente.

A Natureza se revoltava com o descaso: toda a sujeira antes acumulada ali, pelos turistas insensatos, agora fazia uma grande barreira e o rio subia...

Saci tentou atravessar o rio sem pensar nas consequências, resultado: ficou com sua única perna, presa em uma galhada de árvore que acabara de cair devido à um raio.

O Curupira correu para tentar ajudar o amigo, mas ficou preso também...

E o rio subia...

Iara, vendo o desespero de seus dois amigos foi acudi-los mas tinha pouca força para erguer a galhada imensa e pesada.Foi quando os turistas se juntaram e conseguiram levantar a galhada salvando os seres da mata, de um triste destino de afogamento...

A união faz a força sempre!

O temporal passou e os turistas foram embora, sem muito acreditar no que os próprios olhos mostravam: ali, em sua frente estavam três seres do folclore ao vivo e à cores!

E que ajudaram à salvar...

Reconhecendo que a causa daquilo , foi o descaso com a Natureza, com a poluição trazida pelos turistas, Curupira, Saci e Iara, resolveram acabar com a exploração do homem, na região da mata, retirando toda propaganda que estimulasse o turismo por ali.


Nota:

Teria sido diferente, se o ser humano tivesse mais educação ambiental, amor à Natureza e respeito pelo planeta que habita!


FÁTIMA ABREU

A CURIOSIDADE MATOU UM GATO...



O gato pardo conheceu o gato magro.

Andavam sempre juntos agora, pela noite afora...

De telhado em telhado, pulavam.

De lata em lata, reviravam o lixo...

Procuravam comida, esfomeados...

Encontraram uma sacola pendurada em um portão;

Com dizeres que o gato magro, não entendia...

Mas o gato pardo, ler sabia...

E disse ao amigo:

_ Aí diz:

"AOS GATOS DE PLANTÃO, NÃO MEXAM NESSE LIXO NÃO!"

_ Mas sem tocar, como vamos ficar?

_ Ora meu amigo, isso é coisa de por medo, mas não deve ter nada ali, que me faça desistir!

_ Então vai na frente, que eu olho se vem gente...

_ Está bem, lá vou eu!

E dizendo isso, o gato pardo pulou na tal sacola, rasgando-a sem demora...

O gato magro foi então ao seu encontro. Mas, quando o gato pardo conseguiu abrir a sacola, lá estava uma pistola...

Os gatos se entreolharam assustados. Quem faria tal coisa? Colocar no lixo, uma arma...

Só se na casa havia algum assassino, e queria despistar, colocando a pistola, onde ninguém fosse desconfiar...

Isso pensou o gato pardo, e interrompendo seus pensamentos, o outro gato, falou naquele momento:

_ E agora? Se essa arma está carregada, podemos nos machucar...

É melhor então irmos embora, já não é boa idéia, aqui ficar...

_ Ora, ora meu amigo está com medo? Pois não tenho medo não...

Dizendo isso, pegou a arma na mão...

Um disparo foi ouvido, e o gato caiu em um só gemido...

O outro gato magro, salvou-se ainda, quando seu amigo gato pardo, caiu ao seu lado...

Triste ficou, com o destino do amigo de andanças, mas agora sozinho, enchia sua pança!


FÁTIMA ABREU

domingo, 4 de julho de 2010

Sítio da vovó Catita! Parte - 01-


Sítio da vovó Catita.



Vou contar a história da vovó Catita uma negra amável, dócil que em suas tarefas diárias no seu sítio se punha a cantarolar aparentando jamais existir em sua vida qualquer tipo de tristeza, nem momentos de grande seca a assustava ao olhar suas plantações em decadência total e dizia:

— Obrigado Senhor, os pés de milhos se vão e eu aqui estou feliz, antes eles do que eu!

Sorrindo, lentamente se afastando apoiada ao bordão feito artesanalmente por um de seus netos, o amável Henrique neto mais velho entre seus 9 netos entre 3 bisnetos. Vovó Catita dona de disposição invejável a muitos, seus netos a tratavam como se fosse adolescente com 65 anos e era real sua disposição jovial, ela se amava e amava a todos que cruzassem seu caminho.

Chegada a tão esperada festa de final de ano onde todos seus netos e bisnetos acima de 5 anos seguiam para seu sitio passar um bom tanto das férias com ela e adoravam, não acreditavam no momento que os pais avisavam a partida de suas casas aos braços da vovó Catita, la sabiam ter todas as vontades realizadas na proteção da doce Catita e depois ora essa, ela adorava acampar na barraca com seus netos na beira do lago, fazer roda de historias em volta da fogueira do acampamento, cantar com os netos enquanto uns tocando violão acompanhavam-na, já era sabido as letras das musicas que ela mais gostava de sua época e nenhum contrariava o gosto peculiar da vovó por que sabiam não terem pela manhã o bolo predileto e os biscoitos que ela mesma fazia numa fornalha a lenha dentro de um antigo celeiro.

Escritora Len